RONALDINHO, NIKE E PSG: O marketing decidiu o destino do Bruxo
- Jonathan Escouto
- 25 de abr.
- 2 min de leitura
A ida de Ronaldinho Gaúcho para o PSG não foi apenas esportiva, mas estratégica, alinhada com interesses da Nike e posicionamento de carreira.

Algumas transferências, principalmente a de grandes jogadores, não envolvem apenas clubes e atletas.
Incluem:
marcas esportivas
patrocinadores
interesses comerciais
Em um trecho do primeiro ep da série documental do Ronaldinho Gaúcho que já está disponível na Netflix
Roberto de Assis Moreira, irmão e empresário do Ronaldinho, craque da bola também, revelou que desde o início das negociações, tinha uma estratégia de marketing envolvendo a saída de Ronaldinho do Grêmio.
Na época, Ronaldinho já era patrocinado pela Nike, que sempre viu o bruxo como mais do que um atleta, ele já era visto como um ativo estratégico da marca.
Durante as negociações de saída do Grêmio, existia um direcionamento claro:
priorizar clubes que também fossem patrocinados pela Nike.
Como a Inter de Milão, o Arsenal e o Barcelona…

Vale ressaltar que, em nenhum momento, Assis menciona a Nike como dona desse plano, era uma ideia de total interesse do empresário, visando o melhor para o seu irmão / cliente.
Tudo certo!
A escolha pelo PSG
No mesmo trecho, Assis também menciona a ideia de Ronaldinho não ir direto para um gigante europeu, na época o PSG já era considerado um clube emergente, uma excelente opção para um jovem talentoso que ainda precisaria se adaptar. Além da tendência de se tornar uma grife, (assim como Ronaldinho Gaúcho) o Paris Saint-Germain sempre foi um ativo importante para a Nike.

A relação entre o Paris Saint-Germain (PSG) e a Nike é uma das mais longas (iniciada em 1989), fortes e lucrativas no mundo do esporte, que vai até no mínimo 2032
Atualmente, sabemos que estar em um clube alinhado com os patrocínios pessoais dos jogadores aumenta naturalmente:
exposição global
presença em campanhas
protagonismo de imagem
Por muitos anos tivemos talvez o exemplo mais marcante, Cristiano Ronaldo patrocinado pela Nike e Messi pela Adidas, atuaram por clubes com patrocinadores diferentes de suas patrocinadoras pessoais, exatamente o inverso, causando situações inusitadas como essas:

Messi “escanteado” e CR7 sem nem sequer aparecer em anúncios de novos uniformes de Barcelona e Real Madrid.
Transferências também são negociações de marca
Também entram no jogo:
patrocinadores
fornecedores esportivos
interesses comerciais
E isso influencia diretamente o caminho das carreiras dos atletas, principalmente as das celebridades esportivas.
Específicamente na carreira de Ronaldinho, a Nike seguiu influenciando, mesmo que indiretamente.
Sandro Rosell, executivo de alto escalão da Nike nos anos 90, que liderou a entrada da empresa no futebol brasileiro (CBF) e no Barcelona, também foi vice-presidente esportivo da gestão Laporta no Barcelona, na mesma época da transferência de Ronaldinho para o clube catalão, acabou sendo decisivo para levar o craque brasileiro devido à sua amizade com o próprio jogador e seu empresário. Fato também mencionado no terceiro episódio da série.

Enfim, a escolha pelo PSG e mais tarde pelo Barcelona, não aconteceu por acaso.
Tudo se encaixava para que o atleta estivesse dentro de um ambiente onde marca, clube e imagem caminhassem juntos.
Marcas disputam atletas, clubes disputam relevância e o marketing conecta tudo isso!
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